


O dinheiro cheira a pobre
E cheira à roupa do seu corpo.
Àquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinha outra.
O dinheiro cheira a pobre
E cheira a roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinha outra.
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o teu pão".
Ó vendilhões do Templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito...
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
Extrato do poema "Pessoas sensíveis" de Sophia de Mello Breyner Andersen
BOM DOMINGO E UMA SEMANA SUPER ABENÇOADA PARA TODOS/AS
A. LUIS e Mª do Céu Vieira







